sábado, julho 03, 2004

sophia

Quando eu morrer voltarei para buscar
Os instantes que não vivi junto do mar

sexta-feira, julho 02, 2004

Chá dos Poetas V

então... vamos lá fazer um novo chá dos poetas... querem?

quase nos esquecemos...
não...
nem nada
estamos aqui
Chá dos Poetas

O Chá
O Poeta... será Sophia
O amor, o tempo e a flor...
será Mello Breyner Andresen
será o que quisermos
tu cá tu lá
como f(l)or

querem vir?
Sábado, dia 3... às 18 horas.
(é já amanhã...)
No sítio do costume.
Quem não sabe... é só perguntar em... ludotopia_net@hotmail.com

segunda-feira, junho 07, 2004

carta aberta

(a um amigo com vontade de mudar...)

A vontade de mudar começa assim mesmo, julgo eu...sem saber o que procuramos... só uma vontade de mudar.

Às vezes acreditamos que é preciso mudar as coisas à nossa volta. Geralmente, quando assim é, achamos que é preciso mudar tudo à nossa volta. E falham-nos as pernas, e dobra-se a coragem... vergamo-nos ao peso de um tarefa maior do que nós... Mas, se assim mesmo ganhamos coragem, é só muito depois que entendemos... que podemos mudar tudo à nossa volta e continuar a ser tudo como era. Cansados do esforço, perdidos na derrota, confusos... fizemos o que nos parecia mais certo, não nos acomodámos nem desistimos... então porque sabe a velho tudo o que de novo escolhemos...?

Às vezes, só às vezes, descobrimos mais tarde ou tarde demais... que se a vontade de mudar começa dentro de nós, é dentro de nós que a mudança se cumpre. Depois pode até mudar tudo à nossa volta ou nem mesmo mudar quase nada. Permanece em nós a mesma vontade... de ser, de crescer.

Permanecer e ser mudança. Onde era ser e dever, descobrimos que pode ser SER e DEVIR.

Ser quem somos. Como sempre fomos ou quisemos ser. Como nos esquecemos de ser. Como nos proibimos. E a mudança, acaba assim a saber a descoberta, mesmo das coisas mais antigas, quase velhas, que sempre foram nossas ou que sempre quisemos... sabem-nos a novo.

um beijinho
maria

domingo, maio 23, 2004

Cusas di coraçon

Há um mar que nos une, um mar que nos separa.
O mesmo mar que nos une, nos separa.
Um mar de música, um mar de sentir... um mar de amor...
Um amor que se apropria de nós, mais do que nós dele...
Voz do mar... canta.
É desse encanto que fazemos cor... fazemos alma...

sábado, maio 15, 2004

DESCOBERTAS

Sonhamos, procuramos, ansiamos.

Temos saudades do que ainda não aconteceu...

De repente... do nada... quando menos esperamos... a magia acontece, a partilha surge

A música, a poesia, o mar... os Sentimentos...

Obrigada Vida !

quarta-feira, maio 05, 2004

urgentemente

Primeiro foi minha filha... trabalho escolar trouxe-me de volta este poema lindissimo... depois, em sincronia, de novo por mão amiga... como se eu não me pudesse esquecer, como se eu não devesse ignorar, o que afinal nunca esqueci, nunca ignorei. Julgo que se não publicasse este poema hoje aqui, eu que tinha intenção de o ter afixado na lua cheia, de outra forma ele me chegaria, como repetida e insistentemente me vão chegando tantas outras coisas que, de tão presentes, de tão prementes, me vou esquecendo e apartando no fogo dos dias. Coisas que de uma forma ou de outra nos voltam sempre, como ondas do mar, para não esquecer, para fazer constar, para crer & mudar...

É urgente o Amor,
É urgente um barco no mar.

É urgente destruir certas palavras
ódio, solidão e crueldade,
alguns lamentos,
muitas espadas.

É urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios
e manhãs claras.

Cai o silêncio nos ombros,
e a luz impura até doer.
É urgente o amor,
É urgente permanecer.

Eugenio de Andrade


domingo, maio 02, 2004

lunar

eclipse
vai ser na próxima lua cheia
sol e lua a namorar...